Prefeitura de Cuiabá: um exemplo a ser seguido, segundo TCE

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Crédito: Rennan Oliveira / Prefeitura de Cuiabá

Por Consórcio de Imprensa de Cuiabá

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, elogiou a cooperação técnica estabelecida entre o órgão e a Prefeitura de Cuiabá, destacando-a como uma referência para outros municípios do estado. Essa parceria tem sido fundamental no enfrentamento da crise fiscal que levou à declaração de estado de calamidade financeira na gestão municipal. Os resultados do decreto, que foi encerrado na semana passada, foram apresentados em um evento realizado nesta quarta-feira (9).

Durante a apresentação, o prefeito Abilio Brunini fez um balanço das ações implementadas nos primeiros seis meses de sua gestão e das medidas adotadas para reorganizar a administração municipal. Entre as iniciativas destacadas estão a criação de comitês de gestão, renegociação fiscal, revisão de contratos e suspensão de despesas sem cobertura orçamentária. Além disso, foi proposta a criação de um fundo específico para o pagamento dos passivos herdados pela administração.

Sérgio Ricardo enfatizou a importância da gestão do prefeito Abilio como modelo para outros prefeitos enfrentando situações semelhantes: “A gestão do Abilio pode ser considerada como referência para os outros prefeitos. Muitas prefeituras estão na mesma situação em que ele encontrou Cuiabá. O Tribunal de Contas está atento e tem conhecimento desses números.”

O presidente do TCE-MT também mencionou o acompanhamento contínuo que o órgão realiza sobre as gestões municipais, ressaltando que a abordagem adotada é diferenciada para aqueles que herdaram prefeituras com sérios desequilíbrios fiscais. “Não dá para tratar um prefeito que pegou a prefeitura sem estar 100% saneada da mesma forma que outro que recebeu a casa em ordem”, afirmou.

Sérgio Ricardo destacou ainda as mesas técnicas como uma ferramenta eficaz para resolver problemas complexos, como as dívidas com empresas de ônibus da Capital. Como parte dos esforços para reorganização fiscal, ele sugeriu a criação de um programa de refinanciamento das dívidas da cidade. “O prefeito com certeza não vai querer deixar de pagar quem tem a receber. Mas quem tem a receber também tem que ter compreensão da situação em que a prefeitura foi encontrada.”

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