Foto: Karina Campos
Por Consórcio de Imprensa de Mato Grosso
A recente decisão do governo do estado de transferir o controle do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) para a Secretaria de Segurança Pública (SESP-MT) gerou controvérsias e preocupações entre profissionais da saúde e políticos locais. O decreto que oficializa essa mudança foi publicado no dia 7 de julho e já está em funcionamento.
O deputado estadual Dr. João (MDB), expressou sua forte oposição à militarização do Samu, afirmando que a gestão atual é eficaz e deve permanecer sob o controle da saúde. “Eu conheço o trabalho do Samu há 40 anos, um trabalho magnífico, fantástico. Não precisa militarizar o Samu nesse momento”, declarou.
Dr. João destacou que a equipe do Samu é composta por profissionais dedicados que realizam um atendimento exemplar, com tempos médios entre 4 a 7 minutos. Ele enfatizou que “não há reclamações” sobre o serviço e que os profissionais estão satisfeitos com a forma como as operações são conduzidas atualmente.
O deputado também lembrou que já houve tentativas anteriores de militarizar o Samu, mas essas experiências não foram bem-sucedidas. “O bombeiro tem um papel importante junto ao Samu, mas isso não significa que a gestão deve ser transferida para eles”, disse Dr. João, ressaltando que a autonomia dos profissionais civis seria comprometida com essa mudança.
Com preocupações quanto à nova estrutura administrativa, Dr. João questionou a falta de diálogo antes da implementação do decreto: “Por que não discutir isso abertamente? A população merece saber os motivos dessa transferência”, afirmou, sugerindo que uma pesquisa poderia ajudar a entender melhor a opinião pública sobre o assunto.



