Por Consórcio de Imprensa de Mato Grosso
Em uma recente entrevista, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, abordou questões cruciais relacionadas à economia brasileira e à agricultura. Ele iniciou sua fala comentando sobre as críticas que tem recebido em relação à taxa Selic, que atualmente está em 13%. “Eu creio que sejam críticas construtivas. É fato que a taxa Selic está desproporcional no Brasil”, afirmou o ministro.
Fávaro destacou a importância da independência do Banco Central, mas argumentou que essa independência deve ser recíproca e aberta a críticas. “Não sou economista, mas vejo desproporcionalidade na taxa Selic hoje”, disse, ressaltando que o Brasil apresenta uma inflação controlada e um crescimento do PIB de cerca de 3% ao ano pelo terceiro ano consecutivo.
O ministro também ressaltou a relevância do momento econômico atual, com o menor índice de desemprego dos últimos dez anos e resultados inéditos na balança comercial. “Não faz sentido ter uma Selic de 13%”, enfatizou.
Apesar das dificuldades impostas pela alta taxa de juros, Fávaro anunciou com entusiasmo o lançamento do maior plano de safra da história brasileira, determinado pelo presidente Lula. O plano prevê R$ 516,2 bilhões destinados pelo Ministério da Agricultura, além de R$ 89 bilhões do Ministério de Desenvolvimento Agrário. “Portanto, passa de R$ 600 bilhões com taxas livres e equalizadas”, destacou.
Ele explicou que, mesmo com a Selic alta, as taxas de juros do plano safra não aumentaram na mesma proporção. “Nenhuma taxa de juros do plano de safra subiu mais que 2%. A média foi de 1,5% a 2%, um terço do que subiu a Selic”, afirmou Fávaro.
O ministro também fez questão de ressaltar que embora os juros estejam altos para todos os setores da economia, as taxas oferecidas no plano safra são competitivas em comparação com outras áreas. “Você não encontra um comerciante ou profissional liberal conseguindo acessar taxas de juros de 14% ao ano como as mais altas do plano Safra”, observou.
Fávaro expressou confiança no sucesso do plano safra e na capacidade do Brasil de alcançar novos recordes na produção de alimentos. “Com as bênçãos divinas, faremos um novo recorde na produção de alimentos no Brasil”, concluiu.
A entrevista revela um panorama otimista sobre o setor agrícola brasileiro e reafirma o compromisso do governo em apoiar a agropecuária durante tempos desafiadores. O fortalecimento das políticas agrícolas é essencial para garantir a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico do país.



