Por Consórcio de Imprensa de Mato Grosso
recente declaração, o governador Mauro Mendes (União Brasil) abordou a situação da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, destacando a posição do governo em relação à proposta do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre a aquisição do imóvel. Durante uma coletiva, Mendes comparou a situação à de um cidadão que, ao adquirir uma casa própria, deve continuar pagando o aluguel da antiga residência. “Você tem uma casa alugada, igual o cidadão aqui, ele aluga a casa, compra a casa própria. Ele tem o dever de continuar pagando o aluguel, ou ele tem que parar de pagar aquele aluguel?”, questionou.
A declaração ocorreu em um momento em que o TCE busca soluções para evitar o fechamento da Santa Casa, uma instituição que realiza mais de 120 mil atendimentos por ano e enfrenta dificuldades financeiras. O presidente do TCE, Sérgio Ricardo, havia sugerido que o governo estadual adquirisse a Santa Casa e transformasse o local em um hospital público, visando garantir a continuidade dos serviços e solucionar as dívidas trabalhistas acumuladas.
No entanto, Mendes foi enfático ao afirmar que a conversa sobre a permanência da Santa Casa como locatária não é técnica e expressou sua insatisfação com os custos envolvidos: “Fato é, hoje temos um hospital numa sede alugada, pagando quase 500 mil por mês de aluguel. Cidadão quer que a gente continue pagando esse aluguel lá? Não”. O governador enfatizou que todos os serviços atualmente prestados na Santa Casa seriam ampliados e melhorados em uma sede própria do governo.
A posição do governador gerou reações diversas na sociedade e entre os representantes políticos. Enquanto alguns apoiam a ideia de uma sede própria para melhorar os serviços de saúde, outros expressam preocupação com o futuro da Santa Casa e seus pacientes.



